quinta-feira, 4 de junho de 2009

ESIRC


ESIRC


Vem a propósito a designada esirc que em meu entender faz umas décadas, senão bem já mais de meio século que nos acompanha nas agruras do dia a dia, da semana a semana e nos meses a meses, para não escrever aqui nos últimos 50 anos.


Sem dúvida que alguns de vocês ou vocêsas estarão a pensar que esta coisa da ESIRC possa ser mais algum partido ou movimento candidato aos fundos chorudos para entrar na corrida dos fazedores de crises visto que este ano é propicio a tais aventuras. 


Nada disso, apeteceu-me mesmo divagar com a crise e chamar-lhe esirc, quem não se lembra dos anos sessenta as dificuldades que o povo português passou pela crise devido á politica desastrosa de nossa veia colonizadora (nossa salvo seja) e que estávamos no auge de uma guerra injusta contra povos livres e independentes, se bem com uma cor diferente, mas sempre com um sangue e suar da cor dos nossos.


Quem não se lembra das crises dos anos setenta quando este humilde povo, em boa hora se lembrou de apanhar o descontentamento das forças armadas e tomar as ruas como sendo nossas e passarmos uma das páginas mais negras da nossa vida que era a ditadura fascista de salazar e caetano antes de 25 de Abril de 1974, esta merda do corrector automático do Office está a tentar escrever salazar e caetano com letra grande, é mesmo estúpido o Office, então não se lembra que os terroristas e fascistas se escrevem sempre com letra pequena.


Entrados nos anos oitenta, novamente a esirc não dava tréguas, se para nossos males já bastavam as políticas de direita dos governos socialistas, ainda tivemos de gramar com algumas aliançazitas com os anti-democratas sociais e os impopulares centristas, parecia que a esirc tinha vindo mesmo para ficar, nossos cintos e eu sinto muito, já não tinham mais furos para apertar, estávamos completamente apertados e esmagados pela ganância do capitalismo, não venham dizer que há capitalismo assim, capitalismo assado, frito ou cozido, todo o capitalismo é-o e não deixa uma miga-lha para que possamos sobreviver com dignidade.


Anos noventa, fim de milénio, chegou-se a pensar que era desta que a esirc se ia embora, tão tolos estávamos, a esirc só acabou mesmo para aqueles que partiram desta para melhor (ou pior, quem sabe) a esperança como é sempre a ultima a morrer, e alguns de nós ainda estávamos vivos, sempre esperamos que com o fim das chamadas ditaduras de leste, era desta que o planeta se iria endireitar e todos os seus habitantes teriam direito a uma vida justa e com dignidade, mais um erro de cálculo, enquanto não banirmos de vez com este tipo de sociedade e com as maiorias absolutas de quem nos governa, jamais teremos direitos de sermos felizes porque ninguém nos quer governar, querem sim é ao abrigo da esirc governarem-se connosco.


Viragem do milénio, ventos de esperança, novamente somos uns palermas uns frouxos e uns ignorantes controlados, houve quem acreditasse que era desta, estúpidos, nunca se esqueçam de enquanto existir alguém a usufruir de nossa produção de riqueza jamais quererão abdicar de ter estes escravos a encher seus bolsos, reparem nas noticias preocupantes, o banco tal, a empresa tal, a organização tal, pobre coitados, estou cheio de pena deles, hoje os milhões de lucros baixaram 10%, 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90%, uma pequena pausa, estou a chorar com pena deles, os milhões de lucro baixaram, mas continuam a receber milhões que somos nós que lhes metemos nos bolsos . . .

Será que somos um país de invisuais ?


Será que vamos continuar a aturar estes camelos que jamais nos retirarão da esirc ?


Será que precisamos de voltar novamente a dividir uma sardinha para 6 membros da mesma família e comermos umas batatas cozidas para entender que está na altura de lhes dizer BASTA !

Que grande merda de povo saímos nós afinal . . . 


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Europa



. . .porque não sou independente!

E sempre repetimos: há outro caminho para Portugal e para o povo português, que passa pela defesa e valorização do trabalho e dos trabalhadores, pela defesa do nosso sector produtivo, pelo aumento da produção e do emprego com direitos, pelo apoio aos micro e pequenos empresários e a quem trabalha a terra, pela promoção dos serviços públicos, por uma melhor partilha e redistribuição da riqueza, pelo aumento do poder de compra de reformados e pensionistas e pelo combate ao desemprego.

Outro caminho que é possível e necessário, defendendo a soberania e os interesses nacionais, base essencial para o desenvolvimento e progresso social do País, como sempre defendemos no Parlamento Europeu, onde levámos as lutas e aspirações do povo. 

Por isso, exigimos o fim do Pacto de Estabilidade e da obsessão pelo défice orçamental, o fim dos paraísos fiscais e das orientações monetaristas do BCE, pugnámos por outra política económica e monetária, para promover políticas de criação de emprego com direitos, combater o desemprego e a precariedade laboral.

Por isso, exigimos a valorização do trabalho, o aumento dos salários, das pensões e reformas e votámos contra todas as directivas de liberalização e privatização dos serviços. É que lá se fazem e cá se pagam.

Por isso, precisamos de ter mais votos e mais deputados no Parlamento Europeu, para continuar a luta contra estas políticas que os deputados do PS, PSD e CDS lá votam e aqui aplicam ou aplicaram, contra os interesses dos trabalhadores, do povo e do País.

Por isso, vamos votar em quem não abdica de defender os interesses nacionais nem submete os seus interesses às forças dominantes em Bruxelas, vamos votar na CDU, a alternativa de que Portugal e a Europa necessitam.a 

Comentário de Ilda Figueiredo (deputada e candidata ao parlamento europeo), que eu assino.

domingo, 31 de maio de 2009

Poeta Castrado, Não !


  Poeta Castrado, Não!

  Serei tudo o que disserem
  por inveja ou negação:
  cabeçudo dromedário
  fogueira de exibição
  teorema corolário
  poema de mão em mão
  lãzudo publicitário
  malabarista cabrão.
  Serei tudo o que disserem:
  Poeta castrado não!

  Os que entendem como eu
  as linhas com que me escrevo
  reconhecem o que é meu
  em tudo quanto lhes devo:
  ternura como já disse
  sempre que faço um poema;
  saudade que se partisse
  me alagaria de pena;
  e também uma alegria
  uma coragem serena
  em renegar a poesia
  quando ela nos envenena.

  Os que entendem como eu
  a força que tem um verso
  reconhecem o que é seu
  quando lhes mostro o reverso:

  Da fome já não se fala
  é tão vulgar que nos cansa
  mas que dizer de uma bala
  num esqueleto de criança?

  Do frio não reza a história
  a morte é branda e letal
  mas que dizer da memória
  de uma bomba de napalm?

  E o resto que pode ser
  o poema dia a dia?
 Um bisturi a crescer
  nas coxas de uma judia;
  um filho que vai nascer
  parido por asfixia?!
 Ah não me venham dizer
  que é fonética a poesia!

  Serei tudo o que disserem
  por temor ou negação:
  Demagogo mau profeta
  falso médico ladrão
  prostituta proxeneta
  espoleta televisão.
  Serei tudo o que disserem:
  Poeta castrado não!

  José Carlos Ary dos Santos

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Balmaz ou Balmázio


Balmaz ou Balmázio

Possui dois nomes, daí muitas vezes, a cultura popular dizer: (estás a virar o bico ao prego).

Na verdade, trata-se de um prego de cabeça redonda, empregue frequentemente em indústrias várias, mas não estou a ver nem a ouvir, os carpinteiros a chegarem á drogaria e pedirem: dê-me 5 quilos de balmázes se faz o favor.

Na nossa indústria política, temos muitos balmázes, mas de cabeça quadrada, enferrujados, já tortos e com uma tola do tamanho do bico do balmaz, vamos lá saber porquê?

É claro que não tenho em meu blogue a estrela da edite, para nos poder esclarecer melhor sobre os balmázios, no entanto adorei saber que os nossos pregos, que ao longo dos anos se chamaram de balmázes, tinham assim uma designação técnica tão evoluída.

Não virem o bico ao prego e continuem a assistir a ás minhas deambulações sobre as palavras portuguesas, antes do acordo ortográfico, como se dirá, balmaz no novo acordo?

Penso sinceramente, né, que seja balmádjê. Será ????

Até prá semana

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

. . . Esperança !


Teerão colocou em órbita o seu primeiro satélite de fabrico iraniano. Mas a tecnologia que permitiu lançar o “Esperança” para o espaço provoca uma nova dor de cabeça para os líderes ocidentais, será que os líderes ocidentais ainda têm cabeça, depois da morte da sua querida sociedade capitalista que a todos nós, têm colocado na órbita da miséria? 

A tecnologia balística que possibilitou realizar o lançamento, também pode ser utilizada para fins militares. Espero bem que sim, já é tempo dos ocidentais, começarem a pensar com suas próprias cabeças e compreendam de que tudo o que é mau para os líderizitos, pode muito bem ser bom para nós. 

É tempo de acabar com a hegemonia e o imperialismo colonizador norte americano no nosso tão mal tratado planeta.

Manouchehr Mottaki

Disse:

"A diferença entre o nosso país e os outros que têm essa capacidade é que acreditamos que a ciência pertence a toda a humanidade", "Algumas pessoas acreditam que as tecnologias avançadas pertencem somente a alguns países".

Digo:

Palavras sábias de Esperança.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Deáazê . . .


Deáazê . . .

Será uma forma de «desanonimarmos» algumas palavras do dicionário português, muitas das vezes por de traz delas, se obscurecem figuras ditas da espécime humana, mas … faltam-lhes com certeza alguns genomas em seu ADN.

Desanonimando a palavra «anónimo», sem género definido, tanto se aplica á fêmea como ao macho, por aqui, já é ambígua na sua ambivalência.

No entanto, diz o dicionário de sinónimos que pode ser o desconhecido/a, é mentira, não há anónimos desconhecidos, só há anónimos cobardes, não são desconhecidos, escondem-se.

Também diz o ilustre dicionário de sinónimos que pode ser obscuro, aqui já estou mais de acordo, mais escuro que o preto, só mesmo o anónimo.

Com esta rubrica, que vai passar a ser semanal, aqui se convida todos/as os/as não anónimos/as a parafrasearem de suas interpretações ortográficas. Sendo a primeira letra a Deáazê a letra A, não deixo de referir que Animal e Animala, também começam por á, sem querer ofender os asnos, refiro nesta desanonimada escrita que Azurrar não significa qualquer anónimo burro se expressando, estes zurram e todos os entendemos, com isto só quero que não olvidem jamais a sua opinião, sobre as palavras que usamos, como as usamos e as que ainda não usamos mas, daqui poderemos sempre criar bramidos diferentes.

Até prá semana

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

. . . FreeSócratiz


O Afonso

Nasceu provavelmente em 1109, filho do Henrique de Borgonha e da Teresa, filha bastarda de Afonso VI de Leão e de outros animais selvagens da época. Não sabemos bem onde nasceu o Afonso.

Após a morte do conde D. Henrique, o governo ficou nas mãos da  Teresa. O Afonso tinha então três anos. Já pensava nesta altura bater na mãe, moral da história, violência familiar remonta ao princípio do século II.

Revelando grande ambição, a Teresa passou a usar o título de rainha. O seu objectivo era mesmo ser rainha não só do Condado Portucalense mas também da Galiza. Pensava o Afonso, estás mesmo a pedi-las, não digas que não me provocas-te e agora armas-te em vítima.

Os nobres portucalenses, porém, não concordaram com esta política e trataram de apoiar O Afonso. E, em 24 de Junho de 1128, nos campos de S. Mamede (arredores de Guimarães), o seu exército obtém uma grande vitória sobre a Teresa. A partir daí, o jovem príncipe Afonso, passa a governar o condado. Claro, deu umas valentes pazadas na mãe e só escapou a avó porque ninguém sabia quem era.

Em 1139, após a importante vitória sobre os Mouros, em Ourique, começa a utilizar o título de rei. Mas esse título só lhe seria reconhecido pelo seu primo, Afonso VII, em 1143, na Conferência de Zamora. Estas coisas dos primos condicionarem as nossas vidas já vêm de traz.

O Afonso  lança-se então no alargamento da fronteira sul de Portugal. Em 1147, conquista aos Mouros duas importantes cidades da linha do Tejo: Santarém e Lisboa. Beja (1162) e Évora (1165) foram as últimas grandes conquistas do primeiro rei português. Esteve ainda programada a conquista de Boliqueime, mas após negociações com familiares do então nosso presidente Aníbal, ficou adiado até próximas eleições que vieram a acontecer, cerca de 811 anos depois.

Casou, em 1146, com a Mafalda de Sabóia de quem teve sete filhos, entre os quais D. Sancho, seu sucessor. Morreu a 6 de Dezembro de 1185. Aqui, tambem se fartou de bater na pobre Mafalda, deu-lhe sete . . . 

Toda esta história, para se deduzir, que a policia judiciária portuguesa, não tarda nada, vá começar a investigar o caso, da suposta familiaridade do Afonso e o actual Presidente da Republica Portuguesa, muito provavelmente ainda iremos ver o Presidente sentado no banco dos réus a defender-se da violência familiar, perpetrada pelo seu parente, não sabemos em que grau, Afonso Henriques. Violência doméstica é crime, julguemos o Anibal pelo que seu antecessor fez, já !

Investigação desenvolvida por nosso colaborador cientifico de fontes não confirmadas:Mrs. Freeport Import, com o qual ninguém se importa